Terapia online para quem vive ou saiu de um relacionamento abusivo

Se você chegou até aqui, talvez esteja tentando entender o que está acontecendo, ou o que aconteceu, na sua relação. Talvez já saiba que machuca, mas ainda se pegue duvidando de si mesma, se perguntando se não está exagerando.

Eu sou a Fernanda, psicóloga, e atendo mulheres online com a Terapia Cognitivo-Comportamental. Aqui você não precisa ter certeza de nada para começar, nem decidir agora o que fazer com a relação.

Como saber se é um relacionamento abusivo

Abuso nem sempre tem marca no corpo. Muitas vezes ele acontece aos poucos, em gestos que parecem pequenos e que, somados, vão tirando a sua liberdade e a confiança no que você sente. Alguns sinais comuns:

  • Controle do seu celular, das suas roupas, do seu dinheiro ou de com quem você conversa.
  • Críticas e humilhações constantes, às vezes disfarçadas de brincadeira, inclusive na frente de outras pessoas.
  • Afastamento aos poucos da sua família e das suas amizades.
  • Ciúme apresentado como prova de amor.
  • Fazer você duvidar da sua memória e da sua percepção (“isso nunca aconteceu”, “você está louca”).
  • Ameaças, chantagens ou o silêncio usado como castigo.
  • Momentos de muito carinho alternados com explosões, e a sensação de viver pisando em ovos.

Abuso psicológico também é violência

A Lei Maria da Penha reconhece a violência psicológica como uma forma de violência doméstica, e desde 2021 ela também é crime no Código Penal. O que você sente tem nome, e você não está exagerando.

Por que é tão difícil sair, e por que a culpa não é sua

Relações abusivas costumam funcionar em ciclo: a tensão vai crescendo, vem a explosão, depois o pedido de desculpas e uma fase de carinho que faz você acreditar que agora vai ser diferente. Esse vai e volta cria um vínculo forte e confuso.

Somam-se a isso o medo, a vergonha, a dependência financeira, os filhos, a esperança de que a pessoa mude e uma autoestima que foi sendo desgastada. Ficar ou demorar para sair não é fraqueza. É uma situação difícil, e você merece ajuda para atravessá-la.

Como a terapia pode te ajudar

Na terapia a gente olha junto para a sua história, no seu ritmo e sem julgamento. Com a TCC, trabalhamos de forma prática:

  • Entender o ciclo que você viveu ou está vivendo e como ele te afeta.
  • Reconhecer os pensamentos que o abuso deixou, como “a culpa é minha” ou “ninguém mais vai me querer”, e voltar a confiar na sua própria percepção.
  • Aprender a colocar limites e a perceber sinais de alerta em relações futuras.
  • Lidar com a culpa, a saudade e a raiva, que costumam vir misturadas.
  • Montar, quando for o caso, um plano de segurança e acionar a sua rede de apoio.

A decisão é sempre sua

Eu não vou decidir por você se fica ou se sai. Meu papel é te ajudar a enxergar com mais clareza e a fazer as suas escolhas com mais segurança.

Sua privacidade

Sei que, para quem divide a casa ou o celular com alguém, buscar ajuda pode dar medo. Alguns cuidados:

  • Quando você escolhe “Prefiro contar na conversa”, a mensagem que vai para o WhatsApp leva só o seu nome, sem dizer o motivo. Você pode mudar ou apagar o texto antes de enviar.
  • Você pode me mandar só um “oi” e apagar a conversa depois.
  • Este site não guarda nada do que você escreve.
  • As sessões são por videochamada. Se em casa não for seguro, dá para fazer de um lugar reservado fora dela, com fone de ouvido.
  • O botão “Sair rápido”, no canto da tela, troca esta página por outra na hora.

Se você está em perigo agora

Ligue 190 (Polícia Militar). Para orientação e denúncia, ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher: funciona 24 horas, é gratuita e sigilosa. Você também pode procurar a Delegacia da Mulher mais próxima. A terapia não substitui esses serviços.

Dúvidas frequentes

Preciso ter saído do relacionamento para começar a terapia?

Não. Muitas mulheres começam ainda dentro da relação. A terapia não existe para te convencer a sair: ela te ajuda a entender o que está acontecendo e a decidir com mais clareza, no seu tempo e com segurança.

Não sei se o que vivo é abuso. Posso procurar terapia mesmo assim?

Pode, e é justamente um bom lugar para essa dúvida. Você não precisa chegar com um nome para o que está sentindo. A gente entende juntas.

E se ele descobrir que estou fazendo terapia?

Tudo o que conversamos é sigiloso. Na primeira conversa a gente combina o que for mais seguro para você: horário, lugar da sessão, como falar comigo e o que fazer se precisar interromper uma sessão de repente.

Ainda sinto falta dele. Isso é normal?

É muito comum. O vínculo de uma relação abusiva mistura afeto, medo e esperança, e a saudade não quer dizer que você errou ao sair ou que deveria voltar. Isso também é trabalhado na terapia, sem julgamento.

O atendimento online é indicado no meu caso?

Na primeira conversa a gente avalia juntas se o online é o caminho mais seguro para o seu momento. Se não for, eu te ajudo a encontrar atendimento presencial e a rede de proteção da sua cidade.

Quanto tempo dura a terapia?

Varia de pessoa para pessoa. Cada sessão tem 50 minutos, em geral uma vez por semana, e a gente define objetivos no começo e revisa juntas de tempos em tempos.

Quando você estiver pronta, eu estou aqui

Me chama no WhatsApp. Eu respondo em poucas horas e te passo horários e valores.

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